Autocuidado Materno

“É preciso uma aldeia inteira para educar uma criança”, diz o provérbio africano.

Mas nos dias atuais, onde as famílias contam com redes de apoio cada vez menores, muitas vezes esse cuidado, que idealmente seria coletivo, acaba sob responsabilidade de uma única pessoa que, na maior parte das vezes, é a mãe.

Seja porque as avós, que tradicionalmente auxiliavam a mãe nos cuidados com a criança, estão inseridas no mercado de trabalho; porque não há um pai presente; ou mesmo porque o ritmo da cidade grande permite que apenas um dos cuidadores esteja com as crianças em cada turno do dia, é muito comum ver mulheres-mães de filhos pequenos exaustas, beirando seu limite físico e emocional e, ainda assim, culpando-se por não estarem exercendo a maternidade da forma que acreditem ser a mais apropriada.

Se você chegar a esse ponto, lembre-se da regra de emergência das aeronaves: coloque a máscara de oxigênio em você para só depois cuidar de quem está ao seu lado. Tome conta de sua saúde mental para estar disponível quando seu filho necessitar.

Nem sempre é possível tirar férias da rotina, mas pense em pequenas pausas que se encaixem em seu dia a dia. Se você tem quem cuide das crianças durante uma hora na semana, aproveite para sair sozinha – fazer as unhas, praticar um esporte ou simplesmente caminhar, sozinha.

Se sua realidade não permite esse tempo a sós, use o tempo que sobra quando as crianças dormem, por exemplo. Tome um chá, leia um livro, medite, veja um episódio de uma série divertida… concentre sua atenção em você, por alguns minutos que seja.

Essas pequenas pílulas de autocuidado são essenciais para manter o equilíbrio, tão necessário para esse grande trabalho de nutrir de amor, de alimento e de cuidados esses pequenos seres que fazem parte de nossas vidas.