Diferenças entre parto hospitalar, domiciliar e em casa de parto

Maternidade, casa de parto e a própria residência da família são alguns dos locais que podem ser considerados para abrigar a chegada do bebê. As duas últimas, menos convencionais, são cercadas de mitos e dúvidas, mas mesmo para a primeira opção, mais comum aqui no Brasil, há variações. Saiba quais são as maiores diferenças entre os partos hospitalar, domiciliar e em casa de parto.

 

Parto hospitalar

Na maternidade o parto deve ser, obrigatoriamente, acompanhado por um obstetra e por um pediatra neonatologista, além de enfermeiros gerais e obstetras e seus auxiliares. Se o hospital for privado, esses profissionais podem ser plantonistas da própria instituição ou contratados pela família. Já nas maternidades públicas, o parto é sempre assistido pelos plantonistas.

A conduta e os procedimentos variam muito, de acordo com a equipe responsável, que pode fazer a diferença entre uma cesárea e um parto normal/natural.

Independente do tipo de hospital, público ou privado, toda parturiente tem direito à presença de um acompanhante à sua escolha durante todo o procedimento, seja parto normal ou cesariana, e de analgesia medicamentosa, se assim desejar. A possibilidade da presença de uma doula, caso desejada, deve ser protocolada junto a maternidade, que nem sempre facilita esse tipo de suporte.

 

Casa de parto

Ainda poucas no Brasil – em São Paulo, maior cidade do país, são apenas duas (Casa Ângela e Casa de Parto Sapopemba), são uma alternativa intermediária entre o hospital e a casa da gestante. Parturientes consideradas de baixo risco são atendidas por enfermeiras obstetras e doulas, geralmente de forma humanizada e respeitosa, sem intervenções, de acordo com a fisiologia da mulher. Embora não haja, nas casas de parto, possibilidade de analgesia medicamentosa, os profissionais dominam técnicas alternativas de alívio da dor, como massagens, aplicação de compressas quentes e exercícios respiratórios.

 

Parto domiciliar

Em um nascimento domiciliar assistido, uma das maiores vantagens é a sensação de segurança e de acolhimento da gestante por estar em um lugar familiar. Ela pode contar com o suporte de uma parteira, profissional habilitada para assistir partos normais, e doula e, se desejar, pode incrementar a equipe com obstetra e pediatra neonatologista, além da própria família, se assim desejar.

O local é preparado pela família e pela equipe conforme a necessidade e, além de ítens de conforto, como banheira, banqueta de parto, bola de pilates e rebozo, há à disposição equipamentos de apoio, como oxigênio, medicamentos para contenção de hemorragia, material para clampeamento do cordão, sutura e, para casos extremos, para reanimação neonatal. No entanto, as equipes costumam antecipar qualquer intercorrência e, se necessário, recorre ao “plano B”, que consiste em acompanhar a gestante a uma maternidade previamente definida e, lá, realizar os procedimentos necessários.