O sono do recém nascido

Com a chegada do bebê à família, é comum que as temidas noites mal dormidas se tornem uma constante na rotina dos pais. Os hábitos noturnos do filhote costumam ser ainda mais exaustivos para a mãe, que está passando por adaptações hormonais e emocionais comuns à nova fase, além de ser, muitas vezes, a principal responsável por atender as necessidades da criança.

Lá pelos cinco meses de vida do bebê – às vezes um pouco antes ou um pouco depois – o cansaço e o desejo por uma noite de sono ininterrupto costuma trazem a pergunta: “Quando, afinal, meu bebê vai passar a dormir a noite toda?” Essa é uma questão relativa, já que alguns dormem bem a partir dos dois meses de vida – e tudo bem, não há necessidade de despertá-lo para mamar se ele estiver se desenvolvendo adequadamente. Outros, somente depois de completar um ano. E uma fração continuará a ter o sono interrompido mesmo aos dois ou três anos de idade.

Dependendo de como esses despertares serão atendidos, criamos padrões que são rapidamente assimilados pelo bebê. Se em todo despertar embalarmos ou amamentarmos, só assim ele retornará a adormecer.

É claro que não estamos falando em negar o aconchego e o alimento do peito a um recém nascido, mas sim em compreender melhor a necessidade do bebê e não utilizar a mamada como um primeiro recurso, sempre avaliando o contexto geral. Se a última mamada foi há uma hora e a criança acorda novamente, vale a pena tentar deitá-la e colocar uma das mãos sobre ela. Se não for suficiente, acrescentar mais um recurso, como palmadinhas leves e ritmadas no bumbum. Caso o choro persista, retire-a do berço e experimente apenas mantê-la no colo, sem ninar. Se necessário, passe a embalá-la e apenas em último caso ceda o peito. Mas se o bebê já estiver habituado a ser amamentado sempre que chora, experimente fazer o caminho inverso.

O mais importante é compreender que não há necessidade de ser radical. Tudo bem o bebê ser embalado ou amamentado para dormir, mas quando isso se repete de hora em hora, certamente se tornará um problema em pouco tempo, já que o sono fragmentado dos pais e o cansaço e o estresse provenientes dessa exaustão trarão consequências a todos da família, especialmente se houver outras crianças que precisam de cuidados e atenção.

Não existe fórmula mágica, e sim um ritmo diário estruturado, com momentos para mamadas, atividades e sono, quantidade de sonecas de acordo com a fase de desenvolvimento do bebê, um ambiente adequado tanto para sonecas como para o sono noturno e um ritual para o adormecer.