Quem acolhe a mãe?

Na literatura mais atualizada sobre parentalidade ativa, muito se fala sobre acolher as necessidades do bebê e da criança, especialmente em seus primeiros anos de vida. Respeitar o espaço, a individualidade e compreender o choro e a frustração do filhote – além de ser muito paciente são, aliás, critérios básicos para que a mãe, que ainda é a principal encarregada pela criação dos filhos, seja considerada “uma boa mãe”.

Mas nós não podemos esquecer de que, apesar de fazer parte desse binômio tão poderoso e ser, muitas vezes, o elo mais forte dessa corrente, a mãe é, também, uma mulher que, como indivíduo, tem sentimentos, necessidades e frustrações.

Quando essas necessidades afloram, muitas vezes perdemos o controle e brigamos, gritamos e choramos para, logo em seguida, sentirmo-nos impotentes e culpadas. E se, nesse momento de explosão, tivermos plateia, pior ainda. O medo do julgamento amplifica em mil vezes os sentimentos negativos.

Por isso as redes de acolhimento são tão importantes para nós, mulheres. Algumas contam com boas amigas. Outras, com mulheres da família, grupos religiosos ou até mesmo comunidades nas redes sociais.

Em comum, todas buscam acolhimento: a validação de seus sentimentos, o “perdão” pelo extravasamento e o suporte para seguir em frente, sempre fazendo o seu melhor, mesmo que imperfeito.

Quando isso acontecer com você, fique tranquila e lembre-se: a maternidade não é plácida e estamos, sempre, aprendendo e ensinando com nossos erros. Faz parte de nossa evolução, como mães e como seres humanos <3