Seu filho é adepto da naninha? Respeite essa relação

Seu bebê é adepto de algum paninho, cobertor, bichinho de pelúcia ou almofadinha que o ajudam a se acalmar e pegar no sono? Esses objetos de transição, ou naninhas, não são unanimidade, mas são muito queridos pelos bebês e crianças que os adotam, transmitindo segurança e tranquilidade.

Embora haja certa pressão social para que a criança deixe de usar a naninha por volta dos dois ou três anos de idade, não existe uma justificativa baseada em evidências para que se conduza um “desapego” de forma abrupta. É importante lembrar que a relação de seu filho com o objeto de transição foi construída ao longo de meses, ou até anos, e que não há problema algum no fato da criança gostar desse chameguinho, especialmente na hora de dormir.

Algumas crianças carregam a naninha até para a escola, o que é super normal, especialmente no início das aulas, que é um período de ambientação e descoberta do território. Depois desses primeiros dias, em geral, é possível conversar de maneira lúdica, explicando que a naninha ficará descansando em casa enquanto ela brinca com as mãos livres.

Cabe a nós, mães, pais e cuidadores, apenas observar se o carinho pelo objeto afetivo está interferindo na sociabilização e nas brincadeiras da criança. Essa relação precisa ser respeitada, e JAMAIS devemos nos aproveitar desse vínculo para ameaçar, punir ou premiar ações e comportamentos.